Imigração recolhe green cards com data errada

Os imigrantes afetados deverão retornar os green cards num envelope pré-pago em até 20 dias depois de receberem a notificação
O erro técnico pode prejudicar os imigrantes que planejam aplicar para a cidadania americana
Na segunda-feira (14), o Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS) anunciou que 8.543 pessoas terão que retornar os cartões de residência permanente (green cards) devido a um erro na confecção. O órgão federal detalhou que os documentos foram impressos com a data incorreta no campo “residente desde”. Os imigrantes afetados são cônjuges de cidadãos americanos que aplicaram para a residência permanente através do formulário I-751.
Em virtude do erro técnico, o USCIS notificará os portadores ou seus advogados de imigração. Os imigrantes afetados deverão retornar os green cards num envelope pré-pago em até 20 dias depois de receberem a notificação ou pessoalmente em qualquer escritório do órgão. As autoridades migratórias esclareceram que tal erro não afeta o status dos residentes permanentes, os quais receberão um novo documento em até 15 dias, após o USCIS ter recebido o cartão com os dados incorretos.
O problema acarretado pelo erro é que ele fornece a informação errada dos residentes legais permanentes e isso pode prejudica-los quando aplicarem para a cidadania americana, segundo o aviso divulgado pelo USCIS. Os imigrantes afetados pelo erro, mas que precisam viajar para fora dos EUA enquanto aguardam a chegada do cartão novo devem ligar para: 1(800) 375-5283.
O green card é o documento que comprova a residência legal permanente do imigrante nos Estados Unidos. Uma das formas mais rápidas de legalização do status migratório é o casamento do estrangeiro com cidadãos americanos natos ou naturalizados. Entretanto, durante o processo, as autoridades migratórias entrevistam os estrangeiros para se certificarem da legitimidade do casamento. Em 25 de abril desse ano, um júri federal em Miami (FL) condenou o jamaicano Michael Roy Fraser por fraude no processo de naturalização. Benjamin G. Greenberg, procurador de justiça do Distrito Sul da Flórida, Mark Selby, agente especial do Departamento de Imigração (ICE-HSI) e Linda M. Swacina, diretora do Distrito de Miami e Caribe do Departamento de Serviços de Imigração & Cidadania (USCIS), fizeram o comunicado.
Fraser foi condenado através de julgamento, tendo como base o “Busca Ilegal da Cidadania ou Naturalização”, uma violação do Título 18, Código dos Estados Unidos, Seção 1425(a) e Uso Errôneo de Evidências para a Cidadania ou Naturalização, uma violação do Título 18, Código dos Estados Unidos, Seção 1423.
Conforme as evidências apresentadas no julgamento, em 2007, o réu pagou a uma cidadã americana entre US$ 8 mil e US$ 10 mil para casar-se com ela e assim obter a residência permanente (green card). Em decorrência do casamento fraudulento, Fraser adquiriu o green card e, em 2013, ele naturalizou-se americano. Aproximadamente, 2 meses depois de obter o passaporte dos EUA, ele iniciou o processo de divórcio contra a esposa americana e logo depois casou-se com a mãe do filho dele, também jamaicana. Ele, então, iniciou o processo de legalização da nova esposa nos EUA.
 
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Fonte: Brazilian Voice

FN