Brasileiro assume culpa em clonagem de cartões bancários

Helisson Benazi de Souza ouvirá a sentença em 19 de junho desse ano (Foto: Facebook)
Helisson Benazi de Souza roubava informações dos cartões de débito e números de senhas de clientes legítimos
Na segunda-feira (5), Helisson Benazi de Souza, de 38 anos, assumiu a culpa na Corte Federal em Boston (MA) com relação à acusação de clonar cartões bancários na região metropolitana da capital e North Shore. O réu confessou ser culpado de 1 acusação de usar cartões clonados, 1 acusação de posse de 15 ou mais cartões falsos, 3 acusações de possuir equipamento para clonar cartões, 1 acusação de efetuar transações ilegais com cartões de terceiros e 2 acusações de roubo de identidade com agravantes. O Juiz William G. Young, da Corte Distrital dos EUA, agendou a audiência na qual será lida a sentença para 19 de junho desse ano. As informações são da Promotoria Pública Federal do Distrito de Massachusetts.
Souza montou um esquema de clonagem que roubava as informações dos cartões de débitos e números de senhas de clientes legítimos quando as vítimas utilizavam os caixas eletrônicos (ATM). Aparatos parecidos com o local de inserção dos cartões eram utilizados para colher as informações dos clientes, enquanto que câmeras escondidas gravavam os clientes digitando a senha nos teclados. As informações roubadas eram, então, transferidas para cartões em branco, incluindo cartões de presentes e chaves magnéticas de hotéis, fazendo clones dos cartões originais. Helisson utilizou esses cartões clonados e as senhas  para sacar o total de US$ 43 mil de caixas eletrônicos na região metropolitana de Boston (MA), em maio de 2017.
O brasileiro foi preso também em maio de 2017, depois que a polícia recebeu a denúncia feita por um investigador de fraudes bancárias. Ele descobriu que alguém estava realizando uma quantidade de saques no mesmo dia em 3 caixas eletrônicos, na cidade de Lynn, de contas bancárias que o investigador já sabia que haviam sido clonadas. Quando os policiais vasculharam o carro de Souza, eles descobriram milhares de dólares no interior do veículo, todas em notas de US$ 20.Além disso, eles encontraram mais de 200 cartões de presente e chaves magnéticas de hotéis, todos contendo pequenos adesivos. Benazi admtiu que os números escritos nos adesivos eram as senhas roubadas das vítimas.
Antes da prisão, câmaras de vigilância instaladas nas agências bancárias nas cidades de Malden e Saugus (MA) registraram um indivíduo instalando e removendo aparatos e câmeras nos caixas eletrônicos. Souza admitiu ser essa pessoa.
A acusação de roubo de identidade com agravantes exige a pena mínima mandatória de 2 anos de detenção, até 1 ano de liberdade condicional e multa de até US$ 250 mil. A acusação de uso de cartões clonados pode resultar na pena máxima de 10 anos de prisão, 3 anos de liberdade condicional e multa de até US$ 250 mil. A acusações de posse de pelo menos 15 cartões clonados pode resultar na pena máxima de 10 anos, 3 anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. A acusação de posse de aparato usado para clonar cartões pode resultar na pena máxima de 15 anos, 3 anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. A acusação de transações ilegais efetuadas com aparato de acesso pode resultar em pena máxima de 15 anos de prisão, 3 anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. As sentenças são determinadas por um juiz da Corte Distrital Federal baseado nas Diretrizes de Sentenças dos EUA e outros fatores estatutários.
O caso foi informado pelo Promotor Público Federal Andrew E. Lelling, Stephen A. Marks, agente especial do Serviço Secreto, o chefe do Departamento de Polícia de Lynn, Michael A. Mageary, na segunda-feira (5). A promotora pública Christine Wichers, da Unidade de Crimes Graves do escritório de Lelling é responsável pelo caso.
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Fonte: Brazilian Voice

FN