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Aliados dos EUA se preparam para guerra comercial, dado o impasse nas negociações

Algumas semanas atrás, a impressão era de que a guerra comercial que ameaçava opor os Estados Unidos a aliados como Austrália, Canadá e a União Europeia havia terminado antes mesmo de começar. O governo Trump concedeu tantas isenções temporárias quanto às tarifas que adotou para as importações de aço e alumínio que muitos países calcularam que as ameaças fossem apenas teatro político.

 

Mas falta apenas um dia para que as isenções expirem e as tarifas punitivas entrem em vigor, e os líderes estrangeiros estão começando a compreender que décadas de relações calorosas com os Estados Unidos pouco importam para um presidente que não dá importância às normas diplomáticas e é hostil às regras básicas do comércio internacional.

 

O que começou como uma forma de proteger empregos nos setores de aço e alumínio americanos se tornou uma alavanca que o governo Trump vem usando para extrair concessões em outras áreas, por exemplo as exportações de carros para a Europa, ou as negociações para revisar o Acordo Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) com o México e o Canadá.

 

O prazo vai se encerrar em 1º de maio, e a decisão de conceder ou não isenções permanentes para importações de aço e alumínio, e a quem, provavelmente dependerá dos caprichos do presidente Donald Trump, que oscila entre abandonar de vez certos acordos internacionais de comércio, ou retornar a eles.

 

A União Europeia, maior parceira comercial dos Estados Unidos, indicou no final de semana que estava perdendo a esperança de chegar a um acordo, diante do que muitos dos líderes políticos da região encaram como demandas pouco razoáveis. Embora uma prorrogação do prazo seja possível no último minuto, a chanceler [primeira-ministra] alemã Angela Merkel e o presidente francês Emmanuel Macron, que se reuniram separadamente com Trump na semana passada, em Washington, conversaram com a primeira-ministra britânica Theresa May no final de semana sobre a imposição de tarifas retaliatórias, caso a União Europeia não receba uma isenção.

 

O governo alemão anunciou em comunicado que Merkel, Macron e May chegaram a um acordo de que, se as tarifas entrarem em vigor, “a União Europeia deveria estar pronta para defender seus interesses de maneira decidida, nos termos das regras multilaterais de comércio internacional”.

 

A incerteza está gerando caos nas redes internacionais de suprimentos., Montadoras de automóveis e outras companhias do setor industrial não sabem se navios carregados de aço serão repentinamente proibidos de entrar nos portos dos Estados Unidos.

 

Alguns países estão confiantes em que evitarão as tarifas. A Austrália parece considerar que uma isenção para seus produtos está garantida. O Brasil, que exporta primariamente placas de aço para a indústria americana, espera escapar chegando a um acordo sobre cotas limitadas para produtos mais sofisticados.

 

A Argentina está contando com o bom relacionamento entre seu presidente, Mauricio Macri, e Trump.

“Nas conversações que temos sobre a questão, os relacionamentos positivos entre nossos governos – e nossos presidentes – certamente são assunto”, disse Miguel Braun, secretário do comércio exterior argentino, em entrevista.

 

Mas não está claro se há motivo para confiança. A Casa Branca não confirmou que Argentina, Austrália e Brasil receberão isenções.

 

Em termos de potenciais perturbações para a economia mundial, a disputa com a Europa pode ser a mais grave. Estados Unidos e União Europeia respondem por cerca de um terço do comércio mundial.

 

Poucos anos atrás, Estados Unidos e União Europeia estavam discutindo a possibilidade de eliminar quase todas as barreiras ao comércio transatlântico. Agora, suas visões de mundo se tornaram fundamentalmente diferentes. Da forma como os europeus encaram a situação, Trump está exigindo concessões que os tornariam cúmplices no desmantelamento da estrutura de comércio internacional criada no pós-guerra, que é vista por eles como sagrada.

 

Os europeus querem seguir as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC); os americanos estão apresentando demandas que os forçariam a violá-las.

 

“Se nos apegarmos às regras”, disse Thiess Petersen, analista da Fundação Bertelsmann, na Alemanha, “não há como fazer concessões”.

 

Os carros alemães, um dos principais alvos da ira de Trump, representam um dos principais obstáculos.

 

Wilbur Ross, secretário do comércio dos Estados Unidos, que comanda as negociações com a União Europeia, vem pressionando os 28 países membros do bloco a reduzir suas tarifas sobre carros importados dos Estados Unidos, como forma de reduzir seu superávit no comércio com os americanos.

 

Em entrevista recente à rede de notícias CNBC, Larry Kudlow, presidente do conselho de assessores econômicos da Casa Branca, disse que os Estados Unidos queriam mais concessões antes de concederem uma isenção permanente.

 

Mas se a União Europeia aceitar a demanda por uma redução nas tarifas que incidem sobre os carros, os tratados internacionais requereriam que aplicassem termos semelhantes aos automóveis produzidos por todos os demais membros da OMC.

 

O maior beneficiário seria a China. A China é membro da OMC, deseja se tornar exportadora de automóveis, e adoraria ter acesso facilitado à Europa sem conceder coisa alguma em troca.

Os europeus estão ofendidos por se verem compelidos a negociar, para começar. Cecilia Malmström, comissária de comércio exterior da União Europeia, disse na semana passada que a união só discutiria termos de comércio com os Estados Unidos depois de receber isenção permanente e incondicional quanto às tarifas sobre o aço e o alumínio.

 

“Quando isso for confirmado pelo presidente”, disse Malmström a jornalistas em Estrasburgo, França, “estaremos como sempre dispostos a discutir qualquer coisa. Mas não negociamos sob ameaça”.

 

Outro fator que agrava o descompasso entre os Estados Unidos e a União Europeia, sua aliada na Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan), é que Trump expressou irritação por não poder desconsiderar completamente o aparato da união e negociar acordos diretamente com líderes de quem ele gosta, como Macron. Essa abordagem seria ilegal sob o tratado da União Europeia, e solaparia um dos princípios mais fundamentais do bloco o de que todos os países membros agem em uníssono quanto a questões de comércio internacional.

 

“Eu preferiria negociar só com a França”, disse Trump na Casa Branca em 24 de abril, antes de uma visita de Macron. “A União é muito dura para nós. Eles têm barreiras comerciais inaceitáveis”.

 

David O’Sullivan, embaixador da União Europeia aos Estados Unidos, disse que se as tarifas entrarem em vigor, “teremos de volta a necessidade de recorrer à OMC, o que inclui a possibilidade de imposição de tarifas compensatórias sobre exportações americanas equivalentes”.

 

A União Europeia já preparou uma lista de produtos que poderiam ser alvo de retaliações. A lista de alvos foi selecionada para causar a maior dor possível às regiões dos Estados Unidos que favorecem o Partido Republicano, e inclui lanchas recreativas fabricadas no Tennessee, gravadores digitais feitos no Arizona e baralhos fabricados no Kentucky.

 

Mas a estratégia pode não ser efetiva. Líderes empresariais que visitaram Washington recentemente disseram que Trump não estava se deixando afetar pelos protestos de membros de seu partido.

 

Somados, os países que buscam estender a validade das isenções temporárias respondem por cerca de metade das importações de aço dos Estados Unidos. Os Estados Unidos já concederam uma isenção permanente à Coreia do Sul como parte de um tratado comercial revisado.

 

Outros países tiveram negada qualquer isenção e começarão a pagar tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio. Entre eles estão China e Rússia, bem como o Japão, aliado estreito dos Estados Unidos.

 

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe se recusou a ser coagido a negociar diretamente com os Estados Unidos, e em lugar disso está tentando convencer Washington a voltar à Parceria Transpacífico (TPP), um pacto comercial multilateral que Trump abandonou no ano passado.

 

“A posição de nosso país é que a a TPP é o melhor para ambos os países, e abordaremos as negociações com base nessa posição”, disse Abe na metade de abril.

 

Trump não se deixou convencer. Depois de considerar um retorno à TPP, por breve período, ele mudou de rumo, escrevendo no Twitter que o pacto tinha “contingências demais”.

 

No caso do Canadá e do México, que estão entre os maiores exportadores de aço e alumínio aos Estados Unidos, o governo Trump vinculou suas isenções às negociações sobre o NAFTA. Negociadores dos três países devem voltar a se reunir em 7 de maio, para tentar resolver os principais desacordos restantes e anunciar termos revisados.

 

O impacto direto das tarifas sobre o comércio mundial, presumindo que entrem em vigor, seria mínimo, dizem economistas. Ainda que o aço desempenhe papel importante na imaginação do público, responde por apenas uma pequena fração do comércio internacional.

 

Os economistas estão mais preocupados com a possibilidade de uma escalada na guerra comercial. Muitos dos efeitos serão difíceis de prever.

 

“Quando dois elefantes brigam”, disse Miguel Ponce, presidente do Centro para o Estudo do Comércio Internacional no Século 21, na Argentina, “quem mais sofre é a grama”.

 

Tradução de PAULO MIGLIACCI
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