O fim da era diesel

No caminho de Bento Gonçalves para Porto Alegre no fim de semana, perto de Novo Hamburgo um bloqueio de caminhoneiros pedia preço tabelado para o diesel e intervenção militar já. As reivindicações não poderiam ser mais retrógradas, sobretudo em comparação com a Hamburgo original, na Alemanha.
Leia mais (05/29/2018 – 15h00)

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Colômbia anuncia entrada na Otan e na OCDE

Formalização deve acontecer na próxima semana em Bruxelas e Paris. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos
AP Photo/Ronald Zak
O presidente colombiano Juan Manuel Santos anunciou o ingresso de seu país em dois importantes organismos internacionais nesta sexta-feira (25): a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Sermos membros da OCDE nos permitirá fazer melhor as coisas, ver o que deu errado e o que funcionou em outros países. Com nossa entrada, melhoraremos nossas políticas públicas”, disse o mandatário no Twitter. “A entrada na Otan melhora a imagem da Colômbia e nos permite ter muito mais jogo no cenário internacional”, justificou, mais tarde, em relação ao ingresso na organização militar.
Santos irá à Europa na próxima semana para formalizar a entrada nas duas organizações. Em Paris, tratará do acesso à OCDE e, em Bruxelas, à Otan.
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Otan
Em relação à Otan, Santos detalhou que a Colômbia entrará como único “sócio global” na América Latina do grupo que visa à defesa mútua dos seus membros. A organização, que inclui potências como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, surgiu na Guerra Fria como uma aliança militar contra o bloco comunista liderado pela União Soviética.
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OCDE
Conhecido informalmente como “clube dos ricos”, a OCDE atua como uma organização para cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas que devem guiar os países que dela fazem parte. Para entrar no acordo, é necessária a implementação de uma série de medidas econômicas liberais, como o controle inflacionário e fiscal. Em troca, o país ganha um “selo” de investimento que pode atrair investidores ao redor do globo.
Os países da OCDE concordaram nesta sexta (25) em convidar a Colômbia para se unir a seus membros, como informa a rede francesa RFI. A adesão do país será efetivada quando a Colômbia tiver aplicado, em nível nacional, as medidas necessárias para se unir à Convenção da OCDE e entregado sua solicitação de adesão às autoridades francesas, depositárias do documento.
“No âmbito de seu processo de adesão, a Colômbia se reformou profundamente para ajustar sua legislação, suas políticas e suas práticas às normas da OCDE, especialmente nos seguintes âmbitos: trabalho, reforma do sistema judicial, gestão das empresas públicas, luta contra a corrupção, intercâmbios e políticas nacionais inéditas em matéria de produtos químicos industriais e gestão dos resíduos”, indicou a OCDE em nota oficial.
Tradicional aliada dos Estados Unidos, a Colômbia se tornará, assim, o terceiro membro latino-americano a integrar a OCDE, depois de Chile e México. Outros países da região, como Brasil e Costa Rica, também apresentaram uma demanda para ingressar na instituição, que reúne as principais economias desenvolvidas.
Com a entrada da Colômbia, a organização terá 37 membros.

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Justiça alemã rejeita novo pedido de prisão contra Puigdemont

Decisão sobre eventual extradição para a Espanha ainda não foi divulgada. Líder catalão Carles Puigdemont, durante entrevista coletiva em Berlim, na Alemanha, em 7 de abril
Hannibal Hanschke/ Reuters
O Tribunal Superior do estado alemão de Schleswig-Holstein rejeitou nesta terça-feira (22) um pedido de prisão para o ex-presidente catalão Carles Puigdemont, enquanto aguarda uma decisão sobre sua eventual extradição para a Espanha.
A Procuradoria de Schleswig-Holstein havia solicitado, pela segunda vez, em 9 de maio, a detenção provisória de Puigdemont, após receber “novas informações” do governo espanhol.
Puigdemont foi destituído pelo governo de Madri depois da fracassada tentativa de declaração de independência em outubro passado e foi detido em março na Alemanha, onde aguarda uma decisão sobre sua extradição.
O tribunal de Schleswig-Holstein considerou nesta terça-feira que “não aumentou o risco de fuga de Puigdemont” e disse que ele pode seguir em liberdade provisória enquanto aguarda seu julgamento.
Puigdemont foi detido em razão de um mandado de detenção europeu emitido pela Espanha, que o acusa de desvio de dinheiro público e rebelião, punível com até 30 anos de prisão.
Desde que deixou a Espanha em outubro, Puigdemont viveu na Bélgica, mas foi detido ao transitar pela Alemanha.
Depois do mandato espanhol, o tribunal de Schleswig-Holstein rejeitou em 6 de abril a extradição de Puigdemont por rebelião e agora terá que decidir se o extraditará pela acusação de desvio de dinheiro público, menos grave.
A Procuradoria de Schleswig-Holstein explicou nesta terça que as novas informações recebidas da Espanha contra Puigdemont incluem vídeos que mostram “atos de violência contra a polícia espanhola” por manifestantes pró-independência e que justificam a acusação de rebelião.
O conceito de “rebelião” não existe como tal no direito alemão, mas está próximo do de “alta traição” inscrito no código penal alemão. No entanto, este último inclui o uso da violência.

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