PSOL aposta em pastor e delegado para se aproximar de conservadores

13/01/201802h00Todo evangélico é conservador? A maioria esmagadora da esquerda parece achar que sim. E essa é a casca de banana no caminho de “um discurso verdadeiramente popular para o Brasil”, que tome o segmento pelo que ele de fato é: “plural e cada vez mais negro”.
O vereador de Niterói (RJ) Henrique Vieira, 30, tem dupla credencial para entrar no debate. É pastor da Igreja Batista do Caminho e quadro de um dos principais partidos no espectro progressista do país, o PSOL –que estuda lançá-lo à Assembleia Legislativa do Rio.
Uma possível candidatura sua robusteceria planos da sigla em se aproximar de eleitorados tidos como inclinados a cair no colo da direita. Além de Vieira, o PSOL articula, para o Legislativo, nomes exportados de forças policiais, como o delegado da Polícia Civil , 53, que tem “hare” tatuado num antebraço e “krishna” no outro.
Em dezembro, o deputado estadual Marcelo Freixo (RJ) sobre a necessidade de “abrir um diálogo progressista” com aqueles que a esquerda se acostumou a jogar para escanteio.
“Não acho que evangélicos ou policiais têm que ser tratados como reacionários, porque esse rótulo não diz respeito à cabeça da maioria deles.

Fonte: Folha de S.Paulo

FN