Travesti que teve 50% do corpo queimado morre após quatro meses de internação

Jéssica Dimy Foto: Reprodução/FacebookA travesti Jéssica Dimy, de 23 anos, que teve 50% de seu corpo queimado em uma tentativa de homicídio em julho deste ano, morreu nesta quinta-feira, após pouco mais de quatro meses internada. Jéssica, que nasceu como Alef Pereira, sofreu uma parada cardíaca. O ataque aconteceu em um hotel de Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, no dia 28 de julho, durante um programa. O homem responsável pelo crime, Fábio Barreto da Silva, de 23 anos, foi preso dias depois. Hóspedes preocupados com as chamas no quarto acionaram a polícia, que encontrou a jovem caída no chão. Ela estava internada no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo.
O crime foi registrado como transfobia. No entanto, a delegada Carla Tavares, titular da 73ª DP (Neves) e responsável pelas investigações do caso, informou que, agora, Fábio poderá responder por homicídio doloso.
— Vamos aguardar o laudo médico. Como o ato anterior dele foi o que o levou ao hospital e a ficar tantos meses internado, ele pode sim responder por homicídio — falou.
Em entrevista ao EXTRA semanas após o crime, Alef contou que a travesti Jéssica Dimy havia morrido simbolicamente no atacado sofrido e que, a partir dali, seria “gay boy” (gay que se veste com roupas masculinas).

Fonte: Extra Online

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