Literatura popular que se defende é repetição de fórmulas, diz editor

30/11/201722h14O debate que reuniu os críticos, editores e escritores Paulo Roberto Pires e Damián Tabarovsky, na tarde desta quinta (30), no seminário Livros em Revista, foi uma discussão sobre a experimentação da forma na ficção contemporânea –bem como seus atritos com as demandas de mercado.
O seminário teve a curadoria da revista “Quatro Cinco Um” e do Sesc-SP.
O argentino Tabarovsky, que lança no Brasil o livro “Literatura de Esquerda” (Relicário), em que critica os escritores que se submetem às convenções do mercado e da academia, explicou o conceito que dá título ao livro.
“A literatura de esquerda põe a sintaxe no centro de preocupações. Ao escrever uma frase, [pensa] que palavras usamos. Como uma palavra se segue a outra e forma uma frase e como uma frase dá sequência à outra”, afirmou.
Ele contou que escreveu o livro ao se dar conta de que muitos escritores politicamente de esquerda em seu país escreviam uma literatura formalmente conservadora.
Em dado momento, respondendo a uma pergunta da plateia, os dois discutiram a concepção –defendida por alguns críticos– de que a busca constante por experimentar com a linguagem tenha tornado a literatura tão difícil a ponto de afastar os leitores e causado sua perda de influência na sociedade.

Fonte: Folha de S.Paulo

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