Especialistas discutem necessidade de lei para crimes cibernéticos

O Brasil precisa de uma legislação específica para crimes cibernéticos? A pergunta foi o tema central de debate realizado hoje (25) no evento Brazil Cyber Defense Summit e Expo, que ocorre nesta semana em Brasília. Especialistas divergiram sobre a necessidade de normas específicas para este problema, que vem crescendo à medida que a sociedade se torna mais conectada.
Segundo o Centro de Estudos e Tratamento de Segurança do Brasil (CERT.Br), em 2017, foram registrados 833,7 mil incidentes de algum tipo de ameaça cibernética no país. No ano anterior, a soma total dos alertas havia sido de 647,1. Os casos mais comuns notificados ao CERT.Br no ano passado foram a varredura de computadores para identificar vulnerabilidades, prática conhecida como scan (53,1% dos incidentes), seguida pelos ataques de interrupção de serviço, denominados DdoS (26,4%) e por fraudes (7%).
O delegado da Polícia Federal Sérgio Luis Fava defendeu mais atenção para essas ameaças. “A segurança cibernética também é segurança publica. Se um computador estiver infectado o dono provavelmente vai ser roubado. Não é uma questão teórica”, destacou o delegado. Além da disseminação de vírus, malwares e outros tipos de programas maliciosos, Fava lembrou que é possível contratar serviços como spam, robôs (bots) e outras práticas ilegais facilmente hoje em dia.

Fonte: Agência Brasil

FN