Se ligue nos links (13 de maio)

1) “Um aluno tcheco de intercâmbio que parecia não ir ao barbeiro havia décadas.” Assim o novo presidente da França, Emmanuel Macron (na foto, com a mulher Brigitte Trogneux), é descrito numa memória de seus tempos de estudante publicada pela Sciences Po, faculdade onde se formou em 2001. O sucesso de sua campanha, cujos bastidores são tema de um documentário da TF1, levantou dúvidas sobre sua capacidade de pôr em prática seu programa de governo. O capítulo econômico ficou a cargo de Jean-Pisani Ferry, perfilado pelo Politico. “Será que ele vai conseguir?”, pergunta Dani Rodrik sobre Macron em artigo no Project Syndicate. Na Harvard Gazette, o francólogo americano Arthur Goldhammer é otimista: afirma que a eleição de Macron representa um futuro mais estável para a França e para a Europa. No Guardian, o historiador britânico Timothy Garton Ash discorda: diz que a eleição é apenas um respiro numa batalha contra o populismo que está longe de vencida. É essa também a opinião do analista político Shadi Hamid em artigo na Atlantic. “Populistas não precisam vencer para influenciar as democracias ocidentais”, diz ele. No Washington Post, Verónica Hoyo e William Chandler extraem quatro lições do pleito francês. No Project Syndicate, Brigitte Granville recomenda os principais livros para entender o momento político que a França atravessa.
2) As pesquisas eleitorais erraram feio no segundo turno da eleição francesas, afirmam Harry Enten no FiveThirtyEight e o pesquisador Mathieu Gallard, do Ipsos, numa série de gráficos publicados no Twitter. Para Nate Silver, também no FiveThirtyEight, os institutos têm evitado chocar a opinião pública com resultados muito divergentes, e isso acaba prejudicando a qualidade. No PolitBistro, François Briatte resume o resultado das eleições e analisa as transformações que têm afetado o eleitorado francês.
3) A demissão de James Comey (foto) do cargo de diretor do FBI levantou a interrogação sobre os reais motivos do presidente Donald Trump, questiona Perry Bacon no FiveThirtyEight. No Washington Post, Jenna Johnson relata o choque entre as versões usadas pela Casa Branca para explicar a decisão. Também no Post, Dan Balz afirma que a demissão de Comey obriga o governo levar até o fim as investigações sobre as lilgações entre o governo russo e a campanha de Trump. Na véspera da demissão, Max Boot resumiu na Foreign Policy os principais elementos que justificam a investigação. No LawfareBlog, Bejamin Wittes diz que Comey era o único nome no governo capaz de enfrentar Trump. Sua saída foi comparada ao episódio em que o então presidente Richard Nixon mandou demitir o promotor especial que o investigava no caso Watergate. No Politico, Jeff Greenfield afirma que a comparação não é adequada. Na National Review, Michael Barone defende a justificativa oficial para a demissão de Comey e diz que, na verdade, ele foi vítima de sua própria incapacidade para lidar com a investigação dos e-mails de Hillary Clinton. Na Atlantic, James Fallows – que cobriu o Watergate – apresenta cinco motivos para julgar o caso Comey ainda pior. O New York Times compilou a reação de todos os congressistas ao caso. Para a maioria dos americanos, a demissão foi incorreta, segundo noticiou a NBC. Mas, até o momento, as consequências serão restritas, pois Trump conta com pleno apoio do Congresso, como analisa Philip Bump no Post.
4) Em entrevista à Economist, Trump (foto) expôs sua visão sobre a economia – considerada contraditória, montada para agradar a diferentes grupos que o apoiam e incapaz de devolver aos Estados Unidos a “grandeza” de que Trump falava na campanha. No blog Upshot, Neil Irwin ironiza a forma como Trump afeta ignorância sobre seus princípios keynesianos e tenta vislumbrar as consequências para o comércio global.
5) Depois que foi lançado um alerta para o encolhimento definitivo do gelo no Ártico, noticiado na Scientific American, Bret Stephens estreou sua coluna no New York Times criticando as certezas dos cientistas sobre o assunto. Citou como exemplo um artigo da Issues em que o jornalista Andrew Revkin explicava as transformações de sua visão sobre o tema – mas foi de pronto torpedeado pelo próprio Revkin noutro artigo no ProPublica.
6) No Financial Times, Sam Jones conta a história do grupo de hackers Shadow Brokers, acusado pelo ataque em massa que atingiu ontem computadores de 74 países rodando o sistema Windows XP, da Microsoft – em especial, os do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS).
7) A contribuição essencial – e até hoje escondida ou desprezada – de mulheres à matemática, à astronomia e à corrida espacial (na foto, as primeiras pegadas humanas em solo lunar) é o tema de três livros resenhados por Priyamvada Natarajan na New York Review of Books.
8) Na Atlantic, Ed Yong noticia um novo estudo constatando que, sumbetidos a um teste às cegas, tanto violinistas profisionais quanto leigos preferem o som de um violino novo ao de um Stradivarius.
9) O escabroso assassinato de Hazel Drew, que inspirou a Laura Palmer (foto) da série Twin Peaks, é relatado por David Bushman e Mark Givens no Washington Post. Se você não viu Twin Peaks nos anos 1990, prepare-se para a sequência que estreará na TV americana no final do mês, 26 anos depois do fim da primeira temporada.
10) O Guardian noticia o furto de um dos primeiros rascunhos de Harry Potter, escrito por J.K.Rowling num cartão postal que ela cedera a um leilão beneficente.
11) Na New York Review of Books, Paul Levy analisa o interesse crescente na pintura de Vanessa Bell, irmã da escritora Virginia Woolf. A rivalidade entre as irmãs é tema de um novo romance, e duas novas exposições londrinas apresentam a pintura de Vanessa e o célebre círculo intelectual de Bloomsbury.

Fonte: G1

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