Para agência S&P, próximo governo também terá dificuldade com reformas

13/01/201802h00O próximo governo eleito no Brasil terá tanta dificuldade quanto a encontrada pelo experiente Michel Temer para costurar articulações políticas e passar reformas necessárias para que o país recupere seu equilíbrio fiscal, avalia Lisa Schineller, diretora-executiva de rating soberano da .
Em entrevista à Folha, Schineller mostrou o mesmo pessimismo evidenciado na justificativa da agência de classificação de risco para .
O problema, diz, reside menos na credibilidade da equipe econômica e mais na barreira encontrada na classe política.
“A equipe econômica está tentando aprovar as medidas, mas precisa de apoio. Houve avanço na implementação de políticas macro e microeconômicas, mas não houve articulação”, ressalta.
Esse descasamento entre executivo e legislativo não termina ao final do mandato de Temer, complementa.
“Temos um cenário eleitoral incerto e quem ganhar, na nossa visão, vai enfrentar desafio semelhante em gerenciar as coalizões de partidos para levar à frente essas legislações difíceis”, afirma a diretora da S&P.
“Ao compararmos o Brasil com países que têm notas de crédito ainda mais fracas, notamos que o ritmo de adoção das reformas está muito lento em contraposição à magnitude da fraqueza do país”.

Fonte: Folha de S.Paulo

Comentários Facebook

FN