Em abrigos para venezuelanos em RR, conflitos e doenças são comuns

29/01/201802h00No início de janeiro, a bicicleta de um integrante do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima sumiu enquanto ele fazia compras em uma farmácia, em Boa Vista. Dias depois, ele a reencontrou no abrigo para supervisiona.
Instalado em um ginásio no bairro Tancredo Neves, na periferia da capital, o local é palco permanente de conflitos, envolvendo às vezes apenas imigrantes, às vezes também brasileiros.
O gerou recrudescimento em problemas de segurança pública, inclusive o crime organizado, segundo o governo estadual.
Dados oficiais apontam que 33 dos 2.758 presos em Roraima são venezuelanos. Cinco deles estariam ligados a facções criminosas.
Há algumas semanas, o comando do Corpo de Bombeiros Militar flagrou em um dos abrigos uma pichação com a inscrição , imediatamente apagada.
O governo disse acompanhar “as possibilidades de envolvimento, por meio de monitoramento dos presos”. A sensação da população, porém, é de insegurança.
PRECARIEDADE
Dos estimados 40 mil venezuelanos em Boa Vista, 495 residem no abrigo de Tancredo Neves. Estão, em geral, entre os imigrantes mais desassistidos.
No ginásio, a situação é precária, com barracas servindo de dormitório, refeitório e banheiro.

Fonte: Folha de S.Paulo

FN